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Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 20 a 25 anos


Explanação:
Há muito não escrevo...
Desperdício de um dom...
Escrever sempre foi minha paixão;
paixão esta estimulada pelos meus professores de Redação na escola.
Desde os 10 anos tenho um certo gosto pela escrita...
Guardei alguns dos cadernos...
Outros se perderam...
Neles, desde fatos reais até estórias mirabolantes.
Poesias, dissertações, narrações, cartas...
Sempre tive o sonho de publicá-las em um livro, mesmo que ninguém os comprasse, um livro só para meu deleite já bastaria...
Então veio a idéia: publicá-los num Blog _ fácil, rápido e barato...
São textos antigos...
Que, assim espero, servirão de inspiração para a retomada desse caminho tão gostoso que é o da escrita.
Vez ou outra sai coisa nova dessa cachola.
A quem tiver paciência, boa leitura!


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O Fantasma (09/09/1997)

Instruções: Conte a estória "O Fantasma" (Trecho de O menino maluquinho, de Ziraldo) como se fosse o próprio menino maluquinho.

Estava sozinho lá em casa. Meu pai e minha mãe tinham ido ao cinema assistir ao filme “Quando eu era pequeno lá em Barbacena”. Meu irmão mais velho estava viajando e meu irmão do meio estava namorando. Sim, eu sou o caçulinha da família.

Resolvi, então, bagunçar pra valer! Fazer um berenquedê pra ninguém botar defeito!

Primeiro, comi todo o chocolate do armário _ estava deliciosamente delicioso. Liguei a televisão e fiquei assistindo filmes, desenhos... Cansei de ficar sentado e, então, peguei umas bexigas e fiz aquelas bolas de ar imensas... A casa ficou toda colorida!

Estava bagunçando bastante, mas ainda faltava uma coisa...

Papai e mamãe estavam quase chegando.

Então, de repente, tive uma idéia fantástica: dar um susto neles me disfarçando de fantasma!

Peguei um lençol branco, fiz dois furos no lençol para os olhos e me cobri com ele. Apaguei todas as luzes e fiquei debaixo da escada da sala.

Quando passaram perto de mim saí correndo de debaixo da escada e:

_ Buuuuuuuuuu!

_ Ai! _ disse a mamãe.

_ Nossa! _ disse o papai.

Não agüentei e caí na risada:

_ Rá, rá, rá... ri, ri, ri...

Eles acenderam as luzes e me viram.

Papai me pegou no colo e mamãe fez cosquinha em mim.

_ Você não tem medo do escuro, não? _ perguntou papai.

_ Eu não, papai. Eu sou o fantasma.

Passamos a noite entre risadas e sustos.

Foi uma noite muito legal!

 

O Fantasma (Ziraldo)

 

Numa noite muito escura/ Apareceu o fantasma!!!/ Coberto com um lençol/ Muito branco/

Com dois buracos/ Nos olhos/ Saltou/ Fazendo buuuuuuuuu/ Sobre os ombros assustados/

Do papai e da/ Mamãe/ Que voltavam do cinema.

 

O susto não foi/ Muito, muito grande,/ Não./ Mas,/ Com o fantasma/ no colo/ o papai lhe/

perguntou:/ “Você não tem medo do escuro?”

 

E o menino/ Respondeu:/ “Claro que não!/ O fantasma/ Sou eu!”

Escrito por Marília às 17h49 [] [envie esta mensagem]


Reflexões (03/06/1997)

Instruções: Responder a três questões.

O que é:

1. A Terra? Terra é apenas mais um dos inúmeros corpos celestes. É um planeta do Sistema Solar no qual os seres vivos habitam.

2. A vida? A vida é a nossa passagem, não só pela Terra, mas pelo Universo _ pois, na Terra, nossa vida como matéria termina, mas a espiritualidade continua.

3. A felicidade? A felicidade é o fato de sentir-se bem na vida, de vencer na nossa luta do dia-a-dia. A felicidade é o amor comum.

Escrito por Marília às 17h19 [] [envie esta mensagem]


Amor, Embaraçado Amor ( 27/05/1997)

Proposta: Escrever um texto, composto apenas por diálogos, sobre um encontro entre duas pessoas.

_ Oi! Você...

_ Eu queria lhe dizer que...

_ Fale!

_ Não, você primeiro!

_Bem... você está elegante hoje.

_ Oh! Obrigada! Você também está bonito.

_ Ah, você acha? Sabe que...

_ Sabia que não paro de pensar em você?

_ Eu sinto saudades por tanto te querer.

_ Eu sonho que você é meu príncipe encantado.

_ Queria que fosse minha amada.

_ E eu queria que você fosse o meu namorado.

_ Então... você também está apaixonada?

_ Quem? Eu?

_ É, você.

_ Você está apaixonado por mim?

_ Eu? Bem, eu... eu...

_ Diga!

_ Algo me impede de falar.

_ Deve ser a emoção de me encontrar.

_ Acho que deve ser a angústia por lhe amar.

_ Então você me ama?!?

_ Eu... eu estou embaraçado.

_ Esqueça de tudo. Pense só em mim.

_ Sim! Eu amo você.

_ Oh! Estou sem palavras.

_ Não! Não diga nada.

_ Tem razão! O silêncio é melhor.

_ Posso lhe dar um beijo?

_ Se esse é o seu desejo...

_ Aceita ser minha namorada?

_ Quero ser sua amada.

_ Só minha?

_ Sim. Assim como quero que seja só meu.

_ Para sempre?!?

_ Eternamente!

_ Aceito, claro.

_ Então, nosso amor será belo como uma flor.

_ E resistente nos momentos de dor.

_ Seremos, enfim, felizes...

_ ... e cuidaremos de nossas cicatrizes.

Escrito por Marília às 18h37 [] [envie esta mensagem]


A Solidão de Escrever (22/04/1997)

“Toda palavra é adâmica:

Nomeia o homem,

Que nomeia o objeto.”

(Murilo Mendes)

 

adâmico: adão (origem – original); toda palavra é original.

Instrução: Escrever uma poesia sobre o ato de escrever.

O ato de escrever

Me dá um prazer

Tão grande, tão grande

Que nem o sei descrever.

 

O ato de escrever

Me faz pensar, me faz viver.

Me faz deitar no papel

A experiência do meu sofrer.

 

Quando escrevo

A solidão se apodera do meu ser

E domina a minha alma

Como uma manhã a florescer.

 

Quando escrevo

Só vão para o papel

A minha alma, o meu pensar.

O ato de escrever é extremamente possessivo.

Onde sou como pássaros livres no céu

_ o que me torna muito intuitivo.

 

Escrever é viver,

É sonhar...

É se revelar...

... e amar.

Escrito por Marília às 18h05 [] [envie esta mensagem]


Faz Parte do Meu Show (25/03/1997)

Instrução: Escrever um poema inspirando-se numa música.

Te procuro por entre a multidão.

Não me engano, não me engano.

As batidas fortes do meu coração

Denunciam tua presença.

Te olho com fogo,

Incessantemente.

Faço um charminho.

Te faço um dengo

E vou embora.

Deixando-te confuso e curioso.

Faz parte do meu show.

Tu sabes disso e, mesmo assim,

Corres atrás de mim,

Não me perdes de vista.

Me seguras em teus braços,

Me molhas com teus beijos,

Me apertas com teus abraços e

Sussurras palavras de amor aos meus ouvidos.

Digo-te mil coisas...

E parto.

Faz parte do meu show.

Outros dias nos encontramos:

Corro para teus braços

E tu corres para os meus

Já tenho-te em minhas mãos.

Mas, algo deu errado

Pois tu também me tens em tuas mãos.

Agora, estamos juntos,

Presos um ao outro.

O meu show uniu-se ao teu.

Agora, temos um só show...

Uma só vida...

Um só corpo e uma só alma. 

Escrito por Marília às 13h58 [] [envie esta mensagem]